Comprei esta garrafa de Mouton Cadet Réserve na loja duty free do aeroporto de Guarulhos. O preço na época foi de 55 reais. Em dólares o valor foi 29. Trata-se de um vinho da AOC Médoc, um típico corte bordalês: cabernet sauvignon (50%), merlot (45%) e cabernet franc (5%). O teor alcoólico é de 14% e a safra é 2010. O vinho é uma marca criada pelo Barão de Rothshild e tem algumas variações: Graves, Saint-Emillion e Sauternes com preços diferentes, o que pode causar confusão. O tempo de envelhecimento em barríl de carvalho foi de doze meses e estima-se que o tempo de guarda previsto situa-se entre seis a oito anos.
O vinho tem cor rubi intensa e aroma discreto, com baixa intensidade. Tem sabor de frutas vermelhas e maduras com notas de baunilhas bem integradas. Na boca, mostrou-se um pouco áspero e desequilibrado, com acidez predominando. Corpo médio. No final de boca um pouco de amargor e baixa persistência, de menos de 1 ou 2 segundos. É possível que com mais alguns anos de envelhecimento na garrafa possa mostrar-se melhor, mas no momento, com três anos, é um vinho apenas razoável, com custo-benefício muito ruim. Minha nota é 83.
terça-feira, 23 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
Cartas de vinho defeituosas
Já vi muitos restaurantes com cartas de vinho defeituosas e pouco informativas. O mais comum é não constar o ano da safra ou a uva. Recentemente estive em um resort do nordeste brasileiro e encontrei um menu muito mal cuidado, com falhas grotescas, de forma alguma compatível com o nível do estabelecimento.
Notem no exemplo abaixo que os vinhos tintos italianos têm sua origem remetida para os vales do Chile. Além disso, percebam as grafias incorretas das palavras Umbria e Chianti. Eles precisam urgentemente de um bom sommelier, ou pelo menos pedir para algum conhecedor de vinhos revisar a carta.
Notem no exemplo abaixo que os vinhos tintos italianos têm sua origem remetida para os vales do Chile. Além disso, percebam as grafias incorretas das palavras Umbria e Chianti. Eles precisam urgentemente de um bom sommelier, ou pelo menos pedir para algum conhecedor de vinhos revisar a carta.
sábado, 8 de junho de 2013
Norton Malbec DOC
Esta semana abri um vinho tinto Norton Malbec D.O.C. 2008, que comprei no Extra por 31 reais há mais de um ano. O vinho é produzido em Mendoza,
na região de Luján de Cuyo e tem 14°. de álcool. O contrarrótulo escrito em português
é vago, pois informa que o vinho passou por "um estágio de 24 meses em barrica de carvalho
e em em garrafa”. Qualquer vinho que tenha passado um dia em uma barrica
satisfaz essa descrição. A ficha técnica da safra de 2009 no site da
empresa informa que ele passa 12 meses em barricas de carvalho francês de
primeiro e segundo uso (quantos em cada?) e 12 meses em garrafa antes de ser
comercializado.
Esse
vinho é um Malbec argentino típico, um estágio acima dos Malbecs mais básicos,
com bom custo-benefício, mas sem grandes destaques.
A noite estava fria e deixei o vinho aerar por cerca de 30min na própria
garrafa. Não sei se por isso, o aroma estava pouco intenso. O que apareceu no nariz foi baunilha, tostado e ameixa combinados de
forma equilibrada. A cor era vermelha com uma pequena tendência para o
amarronzado e um halo já era visível na borda do copo. Corpo médio.
Algumas
descrições deste vinho que encontrei na Web o classificam como macio ou
aveludado, mas este não era o caso desta garrafa, que mostrava na boca um pouco de aspereza ou
desequilíbrio em relação à acidez. Deixei ¼ de garrafa guardado para o dia
seguinte e provei no almoço. Achei que estava melhor, desaparecendo a aspereza
do dia anterior. Minha nota é 83 para o que encontrei ao abri e 84 para o dia
seguinte.
domingo, 19 de maio de 2013
Donnafugata
Minha filha esteve na Sicilia, Italia, no ano
passado e trouxe uma garrafa do vinho Angheli, da vinícula DonnaFugata, que
fica na ponta oeste do triângulo formado pela ilha. Os rótulos dessa vinícola
são muito bonitos e chamativos. Quando
estive lá neste início de ano percebi que essa vinicola tem boa presença nas lojas,
mercados e restaurantes, com um preço um pouco acima da média, mas nunca havia experimentado seus vinhos. Esta
garrafa que abri é um IGT feito com um corte de Merlot e Nero d´Avola, safra de
2007. Não encontrei o percentual de cada um nem no contrarrótulo nem na ficha
técnica encontrada no site da empresa. Minha
suspeita é que o volume de Merlot seja maior.
O vinho passa doze meses em barricas de
carvalho francês de segundo uso e atinge um pouco mais de 13% de álcool. O preço varia em torno de 15 euros
e no Vivino a avaliação é 3,5, com apenas doze avaliações. A cor é de um vermelho intenso, já um pouco
escurecido, com discreto halo. O aroma é de baixa para média intensidade e a os
aromadas da madeira são muito discretos. Sobressaem-se as frutas no aroma, como a cereja e o alcaçuz. O
vinho é macio e tem bom equilíbrio, como é característico da Merlot,
sobressaindo-se muito discretamente a acidez. Trata-se de um vinho com corpo médio
para encorpado. No conjunto, o sabor de boca é amplo e generoso e no final nota-se
um ligeiro amargor e leve adstringência, o que mostra que os taninos ainda
estão um pouco verdes ou que talvez precise amadurecer mais. Minha nota é 85 e
acho que o custo-benefício a 15 euros é alto.
domingo, 12 de maio de 2013
Cartuxa Reserva
No ano passado, em viagem de
férias a Portugal eu comprei uma garrafa do vinho tinto Cartuxa, na vinícola,
em Évora. Era um vinho “reserva”, 2008, 15 meses em barricas novas de carvalho francês, 14,5% de álcool e produzido com
uvas típicas do Alentejo: Alicante Bouschet e Aragonez (que é a Tempranillo da Espanha). Os percentuais de cada
uva não são informados no rótulo e nem na ficha técnica que se encontra no site
da vinícola, a Fundação Eugénio de Almeida, que também produz o famoso
Pêra-manca em anos excepcionais. Paguei 18 euros pela garrafa e em outras lojas
de Portugal vi que o preço variava de 25 a 30 euros. No Brasil o preço em
algumas lojas na web varia de 170 a 180 reais.
A garrafa foi aberta uma hora
antes de beber e durante esse tempo foi mantida a 18 °C. Trata-se de um vinho
de excelente qualidade. O aroma é intenso e complexo, combinando baunilha,
notas de tostado, floral e frutas negras maduras. Na boca mostrou-se encorpado,
sedoso e bem equilibrado, com taninos maduros. Mostrou também persistência na
boca acima da média após a ingestão. Foi aprovado por todos à mesa, em harmonização
com bacalhau. A harmonização funcionou bem, pois o bacalhau não estava muito
salgado e atendeu à preferência de uma pessoa de nacionalidade portuguesa que
também estava presente. Este é um vinho que pretendo voltar a tomar sempre
que tiver oportunidade. Tenho ainda uma garrafa
da versão colheita desse vinho, que é um pouco mais simples. Minha nota: 90.
sábado, 4 de maio de 2013
O vinho da copa de 2010
Em fevereiro de 2011 comprei algumas garrafas do vinho do produtor Nederburg que foram
vendidas no Brasil em edição comemorativa à Copa do Mundo de Futebol da África
do Sul, em 2010 (Limited edition, Twenty10). Trata-se de um varietal Cabernet
Sauvignon, safra de 2008, 14% de álcool. O vinho foi vendido por valores entre 25 e 35 reais.
Comprei as minhas garrafas por 24,90 em uma oferta e ainda tenho quatro. Há algumas avaliações dele na Web e no Vivino,
onde tem média 3,2. O contrarrótulo informa que o vinho tem potencial para
envelhecimento de cinco a sete anos. Vou abrir as garrafas restantes nos
próximos anos para avaliar como ele envelhece.
A cor é intensa e já se mostra um pouco mais escura, atijolada, com um leve halo um pouco mais esbranquiçado. No nariz, o aroma é agradável, mas de baixa intensidade. Nota-se um discreto aroma de baunilha e também de frutas escuras, como ameixa. Na boca, o sabor é agradável sem mostrar amargor ou adstringência. A textura é macia, o corpo é médio e a persistência aromática é de baixa para média (5 a 6 segundos) .O equilíbrio deixou a desejar, com a acidez um pouco acentuada. Separei parte do vinho em ¼ de garrafa, completa até a tampa. Após vinte e quatro horas, o vinho ainda estava com boa qualidade e me pareceu mais equilibrado, perdendo o excesso de acidez. Minha conclusão é que o vinho melhorou desde a a última vez que o tomei em 2012 e minha nota é 83.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Vinho Chateau de Terrefort-Quancard
Comprei uma garrafa na loja do duty-free the Heathrow, na
chegada. Havia poucos vinhos tintos disponíveis na estante e nenhum muito
interessante. Estava com alguns colegas e decidimos por um Bordeaux com uma
etiqueta dizendo que era recomendado pelo Guide Hachette. O preço era de 9
libras, algo próximo a 30 reais.
O vinho era um Bordeaux Supérieur, do Chateau de
Terrefort-Quancard, 2007, com 12.5% de álcool. A composição é 65 de Merlot e
36% de Cabernet Sauvignon, com cor vermelho intensa e apresentava um halo bem
perceptível. O aroma inicial se mostrou
complexo e muito agradável, mas com pouca intensidade: aroma de baunilha,
adocicado, lembrando frutas vermelhas em compotas e também um leve toque de
oxidação ou de azedo, mas agradável. Apresenta um bom equilíbrio entre álcool e
acidez, corpo médio e taninos ainda um pouco acentuados. No geral, um vinho
pouco mais que razoável. Nota 84.
Assinar:
Postagens (Atom)
