Os estudantes que ocuparam a reitoria da Unicamp encontraram uma caixa de vinho Coeur de Méditerranée, um corte das uvas Merlot e Grenache, na sala do reitor, segundo informam. Vejam a notícia em:
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/10/dce-cobra-explicacao-da-unicamp-apos-achar-vinhos-na-sala-do-reitor.html .
Na fachada do prédio da reitoria há um enorme cartaz irônico com os dizeres "Venha conhecer a adega do reitor!!!!, saída do bandejão às 13h30". A caixa foi fotografada e a foto enviada para a imprensa; está também no Facebook, no site "ocupação reitoria 2013". A reitoria teve que se justificar e informou que se trata de uma compra de um grupo de funcionários que iria consumir os vinhos em uma festa a ser realizada fora do campus, mas por motivo de segurança deixaram a caixa guardada na reitoria. Os estudantes invadiram antes do consumo e fizeram a sua própria festa, com a "adega" de vinhos franceses do reitor.
A justificativa da reitoria parece um tanto esfarrapada, mas é difícil acreditar que o reitor da Unicamp fosse servir esse vinho em alguma recepção oficial ou coisa parecida. Se fosse essa a intenção, teria sido uma péssima escolha. O vinho é bem básico e custa no Brasil entre 30 e 40 reais, na França entre 3 e 4 euros. É um "vin de pays", uma categoria básica inferior à A.O.C. e da região de Languedoc-Roussillon, que não tem tradição de produzir bons vinhos. É quase impossível comprar um vinho Francês razoável por esse preço.
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Donnafugata
Minha filha esteve na Sicilia, Italia, no ano
passado e trouxe uma garrafa do vinho Angheli, da vinícula DonnaFugata, que
fica na ponta oeste do triângulo formado pela ilha. Os rótulos dessa vinícola
são muito bonitos e chamativos. Quando
estive lá neste início de ano percebi que essa vinicola tem boa presença nas lojas,
mercados e restaurantes, com um preço um pouco acima da média, mas nunca havia experimentado seus vinhos. Esta
garrafa que abri é um IGT feito com um corte de Merlot e Nero d´Avola, safra de
2007. Não encontrei o percentual de cada um nem no contrarrótulo nem na ficha
técnica encontrada no site da empresa. Minha
suspeita é que o volume de Merlot seja maior.
O vinho passa doze meses em barricas de
carvalho francês de segundo uso e atinge um pouco mais de 13% de álcool. O preço varia em torno de 15 euros
e no Vivino a avaliação é 3,5, com apenas doze avaliações. A cor é de um vermelho intenso, já um pouco
escurecido, com discreto halo. O aroma é de baixa para média intensidade e a os
aromadas da madeira são muito discretos. Sobressaem-se as frutas no aroma, como a cereja e o alcaçuz. O
vinho é macio e tem bom equilíbrio, como é característico da Merlot,
sobressaindo-se muito discretamente a acidez. Trata-se de um vinho com corpo médio
para encorpado. No conjunto, o sabor de boca é amplo e generoso e no final nota-se
um ligeiro amargor e leve adstringência, o que mostra que os taninos ainda
estão um pouco verdes ou que talvez precise amadurecer mais. Minha nota é 85 e
acho que o custo-benefício a 15 euros é alto.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Vinho Chateau de Terrefort-Quancard
Comprei uma garrafa na loja do duty-free the Heathrow, na
chegada. Havia poucos vinhos tintos disponíveis na estante e nenhum muito
interessante. Estava com alguns colegas e decidimos por um Bordeaux com uma
etiqueta dizendo que era recomendado pelo Guide Hachette. O preço era de 9
libras, algo próximo a 30 reais.
O vinho era um Bordeaux Supérieur, do Chateau de
Terrefort-Quancard, 2007, com 12.5% de álcool. A composição é 65 de Merlot e
36% de Cabernet Sauvignon, com cor vermelho intensa e apresentava um halo bem
perceptível. O aroma inicial se mostrou
complexo e muito agradável, mas com pouca intensidade: aroma de baunilha,
adocicado, lembrando frutas vermelhas em compotas e também um leve toque de
oxidação ou de azedo, mas agradável. Apresenta um bom equilíbrio entre álcool e
acidez, corpo médio e taninos ainda um pouco acentuados. No geral, um vinho
pouco mais que razoável. Nota 84.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Tomando um vinho na Tailândia
Estava no restaurante de um resort em Phi Phi, na Tailândia e decidi tomar um vinho no jantar. A carta possuia poucos vinhos com predominância de Chilenos e Australianos e alguns poucos europeus, com equilíbrio na quantidade de brancos e vermelhos. De fato, os brancos combinam melhor com a comida típica local. Mas eu pedi massa e um vermelho, um chileno simples.
O vinho foi servido na temperatura ambiente, que naquele momento, mesmo em frente ao mar e à noite, beirava 30o. C. Durante o dia ele certamente ficou sob uma temperatura que deve ter chegado próximo de 40oC. Foi interessante ler no contra-rótulo um recado do importador informando que o vinho for "shipped and stored" a 15oC! O vinho era um merlot 2010 da MontGras, vínicola do Vale Central, com 13% de álcool. O valor pago foi equivalente a 65 reais, provalmente um pouco mais caro do que seria o valor dele em um restaurante brasileiro.
A garrafa com tampa de alumínio indicava um vinho para consumo rápido. O aroma inicial eera predominamente vegetal, pimentão verde, com boa intensidade. O ambiente estava pouco iluminado e não foi possível uma análise visual mais detalhada. Na boca, mostrou corpo leve e final curto. A acidez um pouco exagerada. Em seguida pedi ao garçon para trazer um balde de gelo para esfriar um pouco a garrafa. Depois de 15min o vinho ficou mais agradável na boca, mostrando mais equilibrio e aroma um pouco diferente: um leve aroma de frutas vermelhas com muito menos aroma vegetal.
O vinho foi servido na temperatura ambiente, que naquele momento, mesmo em frente ao mar e à noite, beirava 30o. C. Durante o dia ele certamente ficou sob uma temperatura que deve ter chegado próximo de 40oC. Foi interessante ler no contra-rótulo um recado do importador informando que o vinho for "shipped and stored" a 15oC! O vinho era um merlot 2010 da MontGras, vínicola do Vale Central, com 13% de álcool. O valor pago foi equivalente a 65 reais, provalmente um pouco mais caro do que seria o valor dele em um restaurante brasileiro.
A garrafa com tampa de alumínio indicava um vinho para consumo rápido. O aroma inicial eera predominamente vegetal, pimentão verde, com boa intensidade. O ambiente estava pouco iluminado e não foi possível uma análise visual mais detalhada. Na boca, mostrou corpo leve e final curto. A acidez um pouco exagerada. Em seguida pedi ao garçon para trazer um balde de gelo para esfriar um pouco a garrafa. Depois de 15min o vinho ficou mais agradável na boca, mostrando mais equilibrio e aroma um pouco diferente: um leve aroma de frutas vermelhas com muito menos aroma vegetal.
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