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domingo, 27 de janeiro de 2013

Amarone Rocca Alata


Comprei uma garrafa de 375ml de um Amarone dela Valpolicella 2009, Rocca Alata da Cantina Soave, com 14,5o graus Celsius.  Esperei por uma hora, conforme recomendação da vinícola. A cor é de média intensidade, vermelha-rubi mas já mudando para granada, praticamente sem halo. O aroma é de média intensidade e lembra cereja. Tem o amargor típico desse vinho, que agrada ao meu paladar. No início de boca é bem agradável, o amargor excessivo e a adstringência aparecem após a deglutição.  Com comida esse amargor é diminuído. A textura é macia. É um  vinho encorpado e deve envelhecer bem por vários anos ainda. Trata-se de um bom Amarone, mas sem ser excepcional. Testei 50ml que ficaram na garrafa fechada apenas com rolha vinte e quatro horas depois. Piorou muito, ficando mais amargo e com sensação de oxidação. Em nada lembra o Barolo La Querciola que provei também depois de 24h. Minha nota 87. No Vivinho tem até hoje1518 digitalizações, que é uma das maiores que já vi. A nota é 3,8 e está bem posicionado.

sábado, 18 de agosto de 2012

Amarone Lenoti, aerar é preciso.

Em um almoço familiar resolvemos tomar um Amarone della Valpolicella e o escolhido foi um Clássico de 2005, com 15º de álcool, produzido pela  Cantine Lenotti, que fica em Bardolino, Itália. Abri o vinho por volta de 10h30min e coloquei todo o conteúdo da garrafa em um decantador. O rótulo recomendava abrir a garrafa uma hora antes de servir, à temperatura ambiente de 15-16º.  Fiz uma análise inicial e experimentei imediatamente: cor vermelha de média intensidade já com uma leve tonalidade amarronzada, o halo bem definido, aroma de frutas pouco intenso, na boca um pouco amargo.  Experimentei novamente depois de 1h e notei que o aroma estava mais intenso e o aroma já lembrava a tipicidade dos vinhos dessa região, mas na boca pouco havia mudado.  O almoço começou depois de 13h e o vinho já estava há quase 3h aerando. Combinou bem com o tortéi. Nesse momento ele mostrou mais seu aroma complexo de frutas vermelhas escuras, densidade e equilíbrio. Bom exemplar do amarone, sem ser excepcional. Provavelmente melhoraria um pouco mais se ficasse se eu tivesse aberto a garrafa mais cedo.

domingo, 8 de abril de 2012

Preço de vinhos


Duas perguntas que me faço (e ouço) frequentemente são as seguintes:  Qual é  o valor  razoável de um vinho? A partir de quantos reais se compra um vinho bom? Eu ouço pessoas darem respostas como estas:  Um vinho bebível começa a partir de 20 reais. Um vinho razoável ou bom não custa menos de 60 reais. Essas respostas não são nenhum pouco úteis, pois dependem muito de onde se compra o vinho. Como qualquer outro produto, o preço ao consumidor varia muito. Além disso, depende muito  se a compra ocorrer em uma loja ou em um restaurante. No Brasil, o preço  nos restaurantes é normalmente pelo menos o dobro do custo na loja. Mas  o preço varia bastante nas lojas também.  Abaixo listo uma pequena pesquisa que fiz recentemente sobre o assunto para uso próprio, sem qualquer metodologia científica.
Amarone Classico Costasera, Masi, 2007, em Roma, na região central:  34,50 euros em uma padaria, 36e na loja duty-free do aeroporto,  40e em uma loja de vinhos perto da Piazza Navona e  340 reais no Brasil, na loja online da Mistral (cerca de 130e.)
Brunello di Montalcino, Fattoria dei Barbi, 2006, na região central: 22,50e em um supermercado com uma adega subterrânea bem montada, em oferta (o preço normal era 30e), 25 em outra loja da mesma rede de mercado (estava no armário, trancado), 34,50 no duty-free. No Brasil vi na loja on line Bacco’s por 245 e em um anúncio no Mercado Livre por 230,00, sem informar o ano (cerca de 90e.)
Cartuxa, reserva, 2008, em Portugual: 19,90e na loja da vinícola, em Évora; o mesmo preço no supermercado Jumbo em Guarda, 25 em uma loja de vinhos no centro de Lisboa, 34 na loja duty-free de Lisboa.  Encontrei a 200 reais em uma loja on-line no Brasil (cerca de 77e ).
Dessas pesquisas retirei duas regras básicas. Primeira:, deixar para comprar o vinho no duty-free é muito arriscado, pois além de correr o risco de não encontrá-lo, geralmente é mais caro. Segunda: multiplico por 9 ou 10 o preço médio em euros quando estou na europa, para ter uma ideia de quanto o vinho custaria no Brasil.

Amarone na Embaixada


Dias atrás participei de uma reunião na Embaixada do Brasil em Roma, envolvendo representantes de universidades brasileiras e italianas. O almoço foi servido na belíssima sala de recepção do Palácio Pamphili, com vista para a Piazza Navona.
Durante o serviço foi servido uma massa parecida com capeletti e o vinho foi o Amarone Costasera Classico, da Masi. Este é um grande representante dos Amarones. A cor era de um vermelho intenso, rubi, e o aroma muito  agradável, lembrando cereja e frutas escuras. O vinho era encorpado e com grande intensidade de sabor na boca, os taninos maduros e um bom equilíbrio, fazendo com que o alto teor de álcool passasse despercebido. Durante o almoço o embaixador comentou que o custo da garrafa era de cerca de quarenta euros e que os italianos presentes no almoço estavam elogiando a escolha do vinho,  que por sua qualidade e preço não deve ser servido usualmente em outros tipos de recepções.
No dia seguinte, ao andar pelos arredores da Piazza Navona, encontrei algumas garrafas desse amarone da safra de 2006 – não sei qual foi a safra servida no almoço – em uma loja de vinho por 39,90 e em um outra loja não especializada por 34,50. Resolvi comprar uma garrafa e levar para o Brasil. Pretendo abrir daqui a uns dois ou três anos e comparar com este servido na embaixada. Será uma oportunidade para lembrar desse almoço na nossa embaixada ao lado de alguns amigos.